A SAF do Friburguense foi um dos principais assuntos envolvendo o clube ao longo de 2026. Diferentes propostas chegaram a ser apresentadas, algumas avançaram nas conversas e a expectativa, em determinado momento, era de que o clube pudesse definir os próximos passos ainda no primeiro semestre.

Mas, meses depois, uma pergunta continua sem resposta entre os torcedores: e a SAF do Friburguense, afinal?
O que já foi divulgado
Em maio, A Voz da Serra, em reportagem assinada por Vinicius Gastin, ouviu o diretor jurídico do Friburguense, Marlon Freimann, sobre o processo de análise das propostas.
Na ocasião, a previsão interna era de que as negociações e análises iniciais pudessem ser concluídas até meados de junho.
Segundo as informações divulgadas na época, o clube trabalhava com uma projeção de aproximadamente R$ 380 mil mensais para manter a operação do futebol profissional em funcionamento, o que representaria algo próximo de R$ 3 milhões por ano.
Também haviam sido mencionadas três propostas estruturadas e uma quarta manifestação de interesse ainda preliminar.
Entre os grupos analisados estava uma proposta de origem europeia. Outra apresentava uma postura mais conservadora financeiramente, pensando em um projeto de médio e longo prazo. Uma terceira acabou sendo formalmente desligada do processo após, segundo o clube, não atender aos requisitos mínimos e às garantias esperadas.
A decisão final, conforme explicado naquele momento, dependeria da análise dos documentos e posteriormente do Conselho Deliberativo do Friburguense.
A proposta de Claudio Melo
Entre os projetos que ganharam espaço nas informações divulgadas pelo clube e pela imprensa estava a proposta apresentada por Claudio José Alves Melo, proprietário da Usaphone.
O projeto previa investimentos no futebol profissional, estruturação das áreas do clube e a construção de um centro de treinamento no Campo do Coelho, em uma área de aproximadamente 140 mil metros quadrados.
Também havia a ideia de profissionalização de diferentes setores e de entrada de recursos através de investidores e possíveis patrocinadores.
Naquele momento, a proposta chegou a ser tratada como uma das alternativas que poderiam fazer parte do futuro do futebol do Friburguense.
E o projeto escandinavo?
Outra frente que chamou atenção foi a de um grupo da Escandinávia.
A proposta apresentada tinha uma visão mais voltada para formação de atletas, desenvolvimento de jovens jogadores e aproximação com o mercado europeu.
O projeto falava em estrutura de base, profissionais estrangeiros, cursos da CBF, preparação de atletas para o futebol internacional e, em um cenário de longo prazo, o retorno do Friburguense à elite estadual e a competições nacionais.
Na época, porém, o projeto ainda estava em estágio inicial e dependia do avanço das conversas e da formalização de documentos.
O que Siqueirinha disse meses depois
Em setembro, em entrevista concedida à A Voz da Serra, dentro da coluna “Fé no Frizão”, Siqueirinha voltou a falar sobre o assunto.
A declaração ajuda a entender por que o tema da SAF acabou perdendo espaço nas últimas semanas.
Segundo Siqueirinha, depois do chamado projeto da “Dinamarca”, outras propostas chegaram a aparecer, mas nenhuma delas avançou até aquele momento.
Ele também fez uma ponderação sobre o próprio modelo de SAF, destacando que o projeto precisa estar ligado ao futebol e não apenas à exploração de espaços ou do patrimônio do clube.
A avaliação apresentada por Siqueirinha é de que seria necessário encontrar um grupo capaz de alinhar os interesses esportivos, sociais e financeiros do Friburguense.
E deixou aberta a possibilidade de uma nova aproximação no futuro, principalmente se o clube conseguir chamar atenção através dos resultados dentro de campo.
Ou seja: a fala não representa um anúncio de encerramento do projeto SAF. Pelo contrário, indica que o assunto pode voltar a ganhar força caso o Friburguense consiga criar novamente um cenário atrativo para possíveis investidores.
A expectativa de junho passou
A previsão divulgada em maio apontava para uma possível conclusão das análises até meados de junho.
Junho passou. Julho também. Agosto passou e chegamos ao fim de setembro sem que tenha sido apresentada, publicamente, uma atualização detalhada sobre uma definição da SAF.
A entrevista mais recente de Siqueirinha, porém, indica que o assunto não necessariamente foi encerrado. O dirigente falou sobre propostas que não avançaram e deixou aberta a possibilidade de que uma aproximação possa voltar a acontecer.
Ainda assim, não existe, até o momento, uma informação pública detalhada sobre qual proposta continua de pé, se existe alguma negociação em andamento ou quando uma nova definição poderá ocorrer.
Enquanto isso, o clube avançou em outras áreas
Embora não tenham surgido novas informações públicas relevantes sobre a SAF, o Friburguense apresentou melhorias na comunicação e na relação com o torcedor ao longo dos últimos meses.
O clube passou a ter maior movimentação nas redes, além de iniciativas como Frizão Store, Sócio-Torcedor e venda de ingressos online.
É uma mudança perceptível fora de campo, mas que não responde à principal questão que permanece sobre a SAF.
E a SAF do Friburguense?
O tema que parecia caminhar para uma definição no primeiro semestre acabou entrando em um período de silêncio.
A entrevista mais recente de Siqueirinha mostra, entretanto, que o assunto não foi necessariamente colocado de lado de forma definitiva. As propostas que existiram não avançaram como esperado, mas uma nova aproximação pode voltar a acontecer dependendo do momento vivido pelo clube e do interesse de possíveis investidores.
Enquanto isso, o Friburguense segue disputando a Série B2 de 2026 e construindo seu projeto esportivo com os recursos e parcerias disponíveis.
A SAF continua sendo uma possibilidade para o futuro, mas ainda não há uma definição pública sobre qual caminho será seguido.
