O futuro do Friburguense Atlético Clube ganhou novos detalhes nesta semana. Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Vinicius Gastin, do jornal A Voz da Serra, o diretor jurídico do clube, Marlon Freimann, revelou que a diretoria trabalha com a expectativa de concluir a fase inicial de análises e negociações sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) até meados de junho de 2026. A apuração do periódico local trouxe à tona os valores projetados e o cenário atual das ofertas que estão na mesa do Tricolor da Serra.

De acordo com o levantamento interno do clube divulgado pelo jornal, o Friburguense projeta um custo operacional de aproximadamente 380 mil reais mensais durante o período de atividade do futebol profissional para manter uma equipe competitiva na busca pelo retorno à Série A1 do Campeonato Carioca. O montante representa um investimento de cerca de 3 milhões de reais por ano na operação esportiva.
A reportagem do A Voz da Serra detalhou que o Frizão recebeu formalmente três propostas estruturadas, além de uma quarta manifestação de interesse em estágio preliminar. Entre as opções ativas, uma delas pertence a um grupo europeu, que chama a atenção da diretoria pela possibilidade de inserção do clube no mercado internacional e maior exposição para os atletas da base. A outra proposta possui um perfil financeiramente mais conservador, focada em um planejamento gradual a médio e longo prazo. Uma terceira oferta foi formalmente desvinculada pelo clube no último dia 14 de maio após o não cumprimento de requisitos mínimos e garantias exigidas, além de preocupações institucionais com divulgações públicas precoces que utilizavam o nome do Friburguense sem autorização.
O diretor jurídico explicou ao veículo que o processo de avaliação passa por uma comissão interna e por uma análise documental rigorosa antes de ser submetido ao Conselho Deliberativo, composto por cerca de 60 membros, que terá a palavra final sobre a aprovação ou rejeição. O jornal também destacou que, caso o modelo de SAF não se concretize dentro do período planejado, a diretoria já debate alternativas para uma transição gradual de retomada direta da gestão do futebol profissional, visando a estabilidade do ambiente esportivo para a disputa da Série A2 no segundo semestre.
