O futuro do Friburguense Atlético Clube começa a ganhar contornos decisivos. Com o objetivo de profissionalizar a gestão e recuperar o protagonismo no cenário estadual e nacional, o Tricolor da Serra tem hoje duas frentes de negociação distintas para a criação de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

A Opção Local: Claudio Melo e o projeto Usaphone
A proposta local vem de Claudio José Alves Melo, proprietário da Usaphone (com duas lojas em Nova Friburgo e uma em Teresópolis). Claudio já é um parceiro do clube, tendo ajudado voluntariamente com a doação de ingressos em suas unidades para atrair a torcida.

No que diz respeito aos valores, Claudio afirma que sua proposta já conta com recursos fechados junto a investidores, além de negociações com empresas de renome nacional para o patrocínio master. O empresário destaca sua experiência em negociações de alto nível, como em 2015, quando apresentou uma empresa ao Flamengo que gerou uma proposta de R$ 30 milhões.
Os pilares do seu projeto incluem:
- Infraestrutura: Construção de um CT próprio em Campo do Coelho (140 mil m²).
- Engajamento: Portões abertos (ingresso grátis) até o retorno à Série A do Carioca.
- Profissionalização: Divisão do clube em departamentos específicos (Saúde, Marketing, Jurídico e Financeiro).
A Opção Internacional: O Investimento Escandinavo
A segunda alternativa vem de um grupo da Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega). Segundo o presidente Elberth Heringer, esta proposta ainda está em uma fase mais inicial e com “pouca formalidade” nos documentos, o que faz com que os valores exatos ainda não tenham sido divulgados publicamente pela diretoria para não criar falsas expectativas.
Contudo, a proposta é descrita como robusta em termos de estrutura, focando em:
- Intercâmbio: Trazer a disciplina do futebol europeu e o ensino de inglês para os atletas.
- Formação: Transformar o Friburguense em um clube exportador de talentos para a Europa.
O Friburguense agora se encontra em uma posição privilegiada de escolha. De um lado, o capital local de quem já vive o dia a dia do clube e da cidade; do outro, a promessa de modernização e a conexão direta com o mercado europeu.
Ambas as propostas estão sob análise dos conselhos Deliberativo e Diretor. O critério final não será apenas “qual o cheque”, mas sim qual projeto garante que o Tricolor da Serra volte a ser a potência que o torcedor friburguense sente saudades.
E para você, qual dessas propostas parece ser o melhor negócio para o Frizão?
