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Relembre a saga épica do Friburguense contra a Portuguesa-RJ, o gol histórico de Luiz Felipe e a reviravolta jurídica que mudou o destino do clube em 2017.

Foto do time comemorando o título

O futebol friburguense é feito de superação, e nenhum capítulo de nossa história recente foi tão dramático quanto a Copa Rio de 2016. Foi o ano em que o grito de “Campeão!” ecoou na Ilha do Governador, mas foi silenciado por uma canetada dias depois. Relembre essa trajetória de glória e polêmica.

O Milagre na Ilha do Governador

A final contra a Portuguesa-RJ foi um teste para qualquer coração. Após vencermos o primeiro jogo por 3 a 2 no Eduardo Guinle, fomos ao estádio Luso-Brasileiro com a vantagem. No entanto, a Lusa sufocou e vencia por 4 a 2 até os 47 minutos do segundo tempo. O título estava escapando.

Foi quando o impossível aconteceu: o goleiro Luiz Felipe abandonou sua meta, correu para a área adversária e, de cabeça, marcou o gol da vida dele. O placar de 4 a 3 levou a decisão para os pênaltis, onde vencemos por 4 a 3 e comemoramos o título diante de uma torcida incrédula.

O Golpe no Tribunal: O Caso Diego Guerra

A alegria durou pouco. Antes mesmo da bola rolar na final, a Portuguesa já havia acionado o TJD-RJ, alegando a escalação irregular do zagueiro Diego Guerra. O tribunal entendeu que a inscrição do atleta, após seu retorno de empréstimo do Macaé, ocorreu fora do prazo regulamentar.

A punição foi severa: perda de 6 pontos. Na prática, a decisão judicial retirou o troféu das mãos do Friburguense e o entregou para a equipe da capital.

O Destino das Vagas Nacionais

A Copa Rio garantia ao vencedor a prioridade na escolha de sua vaga nacional para a temporada seguinte. Com a inversão do resultado jurídico, o cenário para 2017 foi definido da seguinte forma:

  • Portuguesa-RJ: Como campeã de direito, ficou com a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.
  • Friburguense: Ficou com o vice-campeonato oficial e herdou a vaga na Copa do Brasil.

O Sentimento do Torcedor

Para quem vive o dia a dia do clube, o Frizão é o campeão moral daquela edição. A taça pode não estar na galeria oficial, mas a imagem de Luiz Felipe voando para cabecear aquela bola está eternizada na memória de cada torcedor. Ganhamos no suor e na raça; perdemos no papel.

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